As boas vindas ao apressado do Duarte! A verdade é que estava com medo de não estar na lista do Pai Natal... assim não há desculpas para não haver montes de presentes!!!!
A vida está cheia de surpresas, de desafios e de obstáculos, de coisas que prevemos mas de outras tantas que nem sonhamos que estão por vir. Umas que recebemos de braços abertos, outras que são como murros no estômago. Sabemos, temos plena noção que o tempo passa a voar, passamos a vida a dizê-lo e a senti-lo na pele. Também sabemos que a vida não pára para nos deixar apreciar os bons momentos e infelizmente parece que estamos condenados a só valorizar o que há de bom na vida quando o perdemos ou quando olhamos para trás, à distância da incapacidade de fazer o tempo voltar no tempo. "The One Moment" é um videoclipe que mostra a beleza da velocidade e deixa-nos o desafio de sermos capazes de acompanhar a velocidade da vida - valorizar o que temos, o que conquistámos; aproveitar os que amamos; não deixar nada por fazer ou dizer. "Temos apenas alguns momentos. Felizmente, entre eles há alguns que realmente importam e é nossa obrigação encontrá-los".
Estou completamente apaixonada pela minha filha! Gostava de escrever tudo o que aconteceu e tudo o quanto sinto mas confesso que ainda não encontro as palavras certas para o fazer. Escrevo. Leio. Apago. Não consigo descrever tudo o que vivi e que sinto neste momento. As palavras perdem a força quando as releio e por isso prefiro não as usar. Por enquanto estou assim. Feliz. Uma felicidade que simplesmente não se explica.
Sempre vivi em Casal de Cambra. Foi o bairro que os meus pais escolheram há mais de 40 anos porque encontraram aí uma vivenda jeitosa e com terreno gigante que lhes permite até hoje ter criação e cultivo para auto sustento. Foi durante muitos anos o "maior bairro clandestino da Europa" porque havia espaço por onde crescer e muita gente trabalhadora, cheia de sonhos e muita vontade de os concretizar, ansiosos por constituir família mas proporcionar-lhe outros confortos, os que lhes foram negados enquanto crianças nas aldeias do Interior, do Alentejo, do Norte e de muitos pontos do país longe da capital e das possibilidades que só aqui existiam. Casal de Cambra foi crescendo fruto de trabalho árduo, a pulso, com calos nas mãos que vinham da agricultura "urbana" e das casas que construíram aos poucos, à medida das possibilidades e do tempo que sobrava dos empregos que lhes garantia o sustento fixo. Foi assim que nasceram os alicerces do que hoje chamo casa. Recordo u...
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