Voltar onde somos felizes

Foi um jantar que demorou no máximo 2 horas. Veio num dia de semana, de trabalho/escola para nós mas de festa para ele. Veio de propósito para a Noite de Santo António, para a festa que o apaixonou mesmo já tendo viajado por meio mundo. Diz que devemos voltar sempre onde fomos felizes e é exatamente isto que tem feito. Voltar à cidade de Lisboa, mesmo que sejam 2 noites quase sem dormir para dar tempo para tudo e para tanto, vale sempre a pena. Está cheia de turistas, os transportes estão caóticos, o trânsito pior ainda. Há confusão, mistura de sotaques, filas e apertos, sobretudo em época de Festas Populares. Mas o cheiro a sardinha assada, o copo sempre cheio, o arraial com música para todos os gostos não se encontra em mais lado nenhum do mundo. E é por  isso que volta, para uma visita rápida mas intensa, daquelas que aquecem o coração e renovam energias para quem visita e para quem é visitado. Que voltes sempre, seja nos Santos, seja no Verão, para repetirmos as gargalhadas, as correcções "do português" e o abraço apertado e demorado, que não precisa de palavras.

Parabéns PM!

O Pedro nasceu num dia como o de hoje, com muito calor e num fim-de-semana em cheio, com o Europeu ao rubro! Arrisquei uma visita surpresa à maternidade e peguei nele com horas de vida. Tal era a ansiedade de o conhecer, de lhe pegar e de sentir ao vivo a alegria da minha querida amiga por finalmente ver o seu desejo mais profundo ser realizado. Senti uma alegria tão intensa que foi como se também fosse parte de mim que nascia naquele momento. 
Passaram 2 anos e tem sido um desafio ver o nosso Pedro crescer. Não é uma criança fácil, dispensa confusão, odeia ser o centro das atenções e quanto menos abraços e amassos melhor. Apanha tudo o que são viroses, os dentes não nascem sem pré aviso e as constipações e ranho são uma constante. Noites tranquilas também não abundam. Festas e rambóia, que os pais - mais a mãe, vá! - adoram, ele dispensa. Mas nem tudo é mau, que a boca, valha-nos isso, é santa e come muito bem, sempre pronto para facilitar a vida de quem o quer alimentar. De bolacha ou pão na mão e sem ninguém em cima dele é uma criança feliz. Tem um ar doce que só apetece apertar e consegue ser de uma ternura que aquece o coração. Cá em casa fica sempre muito bem-disposto já que é "mais um" a quem ninguém tem como missão agradar. Faz parte da família e por isso tem a liberdade que todos os outros recebem, e assim sente-se tranquilo e enturmado. Ainda não fala muito mas explica-se muito bem, capaz de levar a dele avante com uma teimosia que deixa a minha amiga de cabelos em pé. 
Costumo dizer-lhe que é a chamada beleza da maternidade, nunca sabemos o que nos espera, não conseguimos moldá-los à nossa vontade, nem garantir que corre tudo como planeado, menos ainda que sejam "crianças padrão". Cada um tem o seu ritmo, o seu feitio, os seus gostos, a sua forma de estar e de ser. Temos nós de aprender com eles e a ser o melhor que conseguirmos ser. Ser mãe é amar sem reservas, é ver qualidades e reconhecer defeitos. É insistir e persistir até ser melhor. É estar lá para o que for, com a capacidade de dar tempo ao tempo, de incentivar mais do que criticar, de apoiar e acreditar que vai ser capaz. É dar a mão para amparar, para ajudar a levantar se preciso for, mas não para dar os passos por ele. Cada um terá o seu caminho e a nós cabe-nos estar cá para o que for. Este amor sem "mas" é o melhor presente que lhes podemos dar. 
Vasquinho e Ana Marta, têm sido um exemplo de determinação, de força e de energia para aturar as mil birras e por isso os parabéns do Pedro vão hoje também para vocês, porque como pais os merecem. Estão a fazer um bom trabalho e eu tenho muito orgulho em vocês! 



Despedida em grande

Sábado foi o último jogo oficial do Simão na equipa de Futsal do Sporting. Entrou de braçadeira de capitão no braço e na 1.ª oportunidade foi direto à baliza e inaugurou o marcador. É esta a sua maior qualidade, dentro e fora de campo, a determinação de quem sabe o que quer. Arrisca sair da zona de conforto, de uma equipa que conhece e adora, onde se sente enquadrado e valorizado para abraçar o desconhecido. Quer experimentar o futebol dos "grandes", saber o que sentem os seus ídolos, pisar relvado e sentir a adrenalina de um campo de futebol onde jogam 11 contra 11 e onde tudo pode acontecer. Tem o sonho, como tantos da sua idade, de crescer a fazer o que gosta, se possível poder viver a fazer o que mais gosta que é jogar à bola. A nós cabe-nos deixá-lo sonhar, apoiar escolhas e decisões, estar cá para as consequências e sobretudo para o fazer acreditar que pode chegar onde quiser, desde que esteja disposto a trabalhar duro, a levar decisões em frente, a saber arriscar e pronto para dar o melhor de si. Sabemos que tem talento e sobretudo estrutura para abraçar novos desafios que o irão ajudar a crescer, a perceber que na vida se deve sonhar sempre, que os limites são para ser superados e que é na família que pode sempre encontrar o seu apoio, nas vitórias e nas derrotas. Um por todos e todos por um!






Parabéns Huguinho

Este ano não fizemos grandes planos, nem marcámos nada com grande antecedência. A prova de aferição de Português da Constança limitou as possibilidades mas o fim-de-semana de festas importantes à porta também não dava para programa fora. 
Houve petisco com a família e os amigos mais chegados, para cantarmos os parabéns depois de um jogo intenso da nossa selecção, que se estreou no Mundial com um empate com a Espanha - o nosso eterno rival. Soube bem repetir o ritual de 2016 e sentir a alegria da vitória, o entusiasmo da reviravolta do jogo e a partilha do momento histórico em que o Ronaldo marca um golo do outro mundo. Cantar depois os parabéns ao nosso Huguinho, que não liga nada à bola, jogue quem jogue, mas que acredita que são momentos como este que ficam na nossa memória, teve sem dúvida outro sabor. 
Parabéns meu amor, pelo espírito com que entras nos 41, cheio de vontade de fazer planos, de viver uma vida cheia de aventuras e pronto para dar a volta às desventuras. Admiro-te a mudança de visual, sempre pronto para abraçar a mudança sem medos, sem preconceito, sem reservas. Não gosto do cabelo comprido mas amo essa essência. Que te mantenhas sempre assim! 




Quem sai aos seus...

Todos os anos vamos à Feira do Livro em família. Elas vão crescendo e as tradições começam a ganhar peso e outro sentido, quando são elas que insistem na visita e que aguardam pelo momento com enorme entusiasmo! Este gosto por livros, pela leitura e pela escrita tem crescido com as duas e espero que se mantenha pela vida fora. 
Os livros são portas para o mundo, são fonte de conhecimento, de aprendizagem, de treino, de partilha. As leituras que fazemos em conjunto são momentos deliciosos, que acredito que ficarão gravados para sempre nas suas memórias de infância e uma verdadeira semente que espero que reguem, que cuidem, que alimentem e que façam nascer e crescer. 
O gosto por folhear um livro, o cheiro de um livro, a curiosidade crescente ao longo de uma história desconhecida ou a antecipação de um trecho que já se conhece de cor é algo simplesmente fantástico! O conforto de um livro numa viagem solitária, a possibilidade de entrar noutras histórias, noutros mundos, noutras vidas através da escrita de alguém. A leitura fluída que prende a cada palavra. As personagens que se constroem na nossa imaginação e que nos acompanham pelas diferentes aventuras e desventuras. Este gosto, este interesse, esta curiosidade tem crescido de forma natural, estimulada mas não imposta, antes algo que aprenderam a valorizar, que estimam e que percebem que é especial. 

Recentemente lemos o livro "A Menina do Mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen, já de forma partilhada, com a Constança super entusiasmada por ler páginas inteiras com um ritmo e entoação de pessoa crescida e com a Carlota a conseguir escutar em silêncio, ávida pela continuação da história noite após noite. A partilha simples de uma história simples mas tão cheia de conquistas, de entrega, de amor. O poder de um livro na palma das mãos.





Gostava de ter super-poderes

Há dias assim, em que gostava de ter o dom da multiplicação e estar ao mesmo tempo em mais do que um lugar. O coração, esse consegue dividir-se e amar intensamente cada situação, mesmo a que não consegue presenciar fisicamente. Já o corpo não consegue dividir-se e marcar presença em dois lugares ao mesmo tempo. E era exactamente esse super-poder que gostava de ter. 
Dia 26 de maio teria sido muito útil porque aconteceu, precisamente à mesma hora, vários acontecimentos que apesar de muito diferentes foram todos importantes, quer para mim, quer para a minha filha Constança, o meu afilhado Duarte e a minha sobrinha Francisca. Precisamente no mesmo dia, no mesmo horário, viveram acontecimentos e experiências marcantes nas suas vidas, cada uma à sua maneira e eu não consegui acompanhá-los a todos. 
Perante a escolha falou mais alto o compromisso assumido de coração para a Primeira Comunhão do Duarte. Eu e o Hugo, enquanto padrinhos de Baptismo, entendemos que este é sem dúvida um momento especial e irrepetível na vida do Duarte, enquanto a participação da Constança no Sarau de ginástica acrobática ou a apresentação de ballet da Francisca poderão repetir-se e contar com o nosso apoio de corpo e alma! Não foi fácil deixar a Constança, sabendo que não teria ninguém da família a apoiá-la, ainda que tenha percebido os motivos de força maior para isso e tenha ficado muito bem acompanhada quer pelas amigas, quer pelas suas mães que foram umas queridas e que me foram mantendo a par do alinhamento quase minuto a minuto. Ficou o registo em vídeo e felizmente a promessa de repetirem a apresentação na Festa Final de Ano. Prova de que fiz a escolha certa e que Deus recompensa quando se dá de coração! 
Foi sem dúvida uma tarde cheia de emoções, que terminou em beleza com o encontro do cantor Fernando Daniel, do qual as minhas filhas são fãs (inacreditável como sabem as músicas de cor!!!), que jantou precisamente no mesmo restaurante que nós. Mais uma prova de que as coincidências nas nossas vidas são para lá de normais!!!







A família que escolhemos

A família e os amigos são o maior bem que podemos ter nesta vida. 
Amigos de verdade, daqueles intemporais, que mesmo não nos vendo todos os dias sabemos que estão lá para o que for. 
Amigos com quem não precisamos de falar todos os dias para a conversa fluir de forma natural e em torrente, daquela que parece nunca acabar e que faz o tempo andar a uma velocidade diferente. 
Amigos diferentes de nós, com caminhos e posturas diferentes mas que no intimo, nos pontos que realmente importam e que definem a essência de uma pessoa, estão em total sintonia connosco.
Amigos que mesmo com gostos diferentes conseguem encontrar equilíbrio e poder de encaixe para que mesmo nas diferenças possam haver pontos de encontro.
Amigos que conseguem fazer das tripas coração para que um fim-de-semana em família seja possível. 
Amigos que reconhecem que é na família que está a base de tudo, com defeitos e qualidades, aceita-se e ama-se de coração aberto, sem reservas.
Amigos que acreditam que a educação se dá pelo exemplo, com regras mas sem exageros. Com disciplina mas com espaço para se ser criança. Acima de tudo pais que não querem ser perfeitos, antes pais presentes.
Amigos sem esperar nada em troca, apenas a cumplicidade de uma gargalhada, a partilha de um bom petisco, a conversa simples e sincera.
Amigos que são família. 

E assim de repente parece que o nosso fim-de-semana já foi noutra vida e noutra estação do ano...







Parabéns Pai!!!

São 67 anos de vida! E que vida cheia de aventuras e desventuras, a maior de todas ter casado com o grande e único amor da sua vida e de terem conseguido juntos construir esta família que tanto amo! Família de pessoas que falam alto mas que são francas até no olhar; que gostam de abraçar forte e de sorrir com todos os músculos do rosto; que se dão sem reservas crentes de encontrar apenas e só o bem no outro; que tem a coragem e força para seguir em frente mesmo quando a vida teima em pregar partidas; que reconhece que só o trabalho dignifica qualquer conquista; que não conhece o meio termo e por isso se entrega sempre com uma dedicação avassaladora; que acredita que é na união que está a força e que tem o lema "Um por Todos e Todos por Um".
Hoje, e sempre, estamos cá todos para ti, querido pai. Mesmo quando nos queres contar pela milésima vez a mesma história; mesmo quando insistes em fazer à tua maneira; mesmo quando não dás ouvidos a ninguém; mesmo quando ligas só a pedir que ligue a alguém; mesmo quando fazes cara de mau mas cada vez mais mal disfarçada; mesmo quando encharcas os netos com pão e bolachas e fruta e cereais só porque queres ter a desculpa para comer mais um bocadinho. Estamos cá hoje, e sempre, até seres muito velhinho. Parabéns!!!


Parabéns Madalena!

A Madalena faz 1 ano e se havia esperança de pelo menos 1 criança da família Rodrigues fazer festa com tempo de verão... mais sorte teve o Vasquinho em fevereiro! Faz hoje 1 ano lembro-me de ir conhecê-la à maternidade e chegar com a roupa colada ao corpo, com um calor para lá de sufocante a passar os 30º graus... sinal de que o tempo está louco e corre com a mesma loucura desenfreada! Já passou 1 ano!!!! A esta hora que escrevo este texto estava eu de lágrimas nos olhos, com a emoção de saber que seria sua madrinha, e tal como num conto de fadas lhe escrevia o dom que lhe dedicava para a vida toda: o dom da Coragem! 
Hoje reforço o desejo, para que tenha sempre este C bem presente na sua vida, de coragem para arriscar os primeiros passos; de coragem para receber todos os dentes que faltam; de coragem para sobreviver a 2 irmãos cheios de energia; de coragem para ir a todos os jogos de futsal com a mesma garra que os manos entram em campo; de coragem para o 1.º dia de creche que não tarda já está aí; de coragem para fazer as birras que entender até conseguir explicar tudo o que lhe vai na alma; de coragem para sorrir, para dar as maiores gargalhadas do mundo, aquelas que nos contagiam só de ouvir; de coragem para usar cor-de-rosa da cabeça aos pés e todos os frufrus que bem lhe apetecer; de coragem para ser a princesa da casa, da família e das madrinhas. Partilhamos tantas coisas, entre elas também um C. a letra que tenho gravada para sempre no meu coração pelas minhas filhas mas também por ti, doce Madalena! Parabéns!!!!