Os melhores do Mundo

Ontem o dia pareceu-me uma maratona. Ir levar os meus pais à oficina logo às 7h30 da manhã (para irem finalmente levantar a carrinha que teve um processo penoso de recuperação!); ir a voar para chegar a tempo da sessão de fisioterapia no Hospital da Luz (um bloco de 12 sessões, 2x por semana, prescritas para corrigir a postura e ver se não fico marreca antes dos 40 :| ); seguir para a agência, ainda meio atordoada da sequência de massagens (dito assim até soa bem mas dói horrores!!!), para começar um dia de trabalho já com a sensação que deviam ser 18h da tarde...; dia intenso, cheio de coisas e coisinhas, envios urgentes e pedidos de última hora, precisamente no dia em que precisava sair um pouco mais cedo para uma reunião da Associação de pais (a 7.ª só este mês...). Quando estava mesmo para desligar o computador, chega um e-mail com um sorteio de convites para ir ver os Comédia à la carte - Os melhores do mundo, no Villaret. Respondi no mesmo segundo e ganhei! A 1.ª reacção foi de alegria pura mas foram apenas segundos, até me cair a ficha de que ainda tinha pela frente 1 reunião, que tem hora de início mas nunca tem hora de fim, sem contar com a logística toda de casa, entre pensar em jantar e numa solução para deixar as crianças, que sendo dia de semana precisam de ir dormir a horas! Sorte que tenho um marido e uma mana sempre prontos para me ajudarem a resolver imprevistos e num instante lá nos coordenámos - Hugo deu banhos e despachou as miúdas; mana assegurou que as deitava e mantinha a porta aberta até ao nosso regresso. Saímos a correr, os 2 cansados e com mais vontade de ficar no sofá a ver uma série do que ir ver o que quer se seja.. mas tratando-se dos comédia à la carte... valeu a pena a excepção! Saí de lá com dores na cara de tanto que me rir!!! O Hugo que nunca tinha assistido, ficou fã. São realmente os melhores do mundo no improviso e na arte de fazer rir. Dia cheio mas que terminou com chave de ouro. Obrigada!!!


O barato não tem de ser mau

Não se aplica a tudo, mas a verdade é que cada vez mais o ser barato não é sinónimo de ser mau, de não ter qualidade. Pelo contrário e ainda bem! Sinal de que a concorrência só beneficia os consumidores. Esta ideia é difícil de combater em algumas categorias, como a comida e produtos de higiene. Se me perguntam se olho para a marca do detergente do chão, dos sacos do lixo ou dos blocos sanitários, a resposta é não - só olho para o preço e o que for mais barato é aquele que compro. Agora se falamos de um creme, de um shampoo ou de um baton hidratante... confesso que sou bem mais resistente. A minha veia de consumidora desconfiada, que tem bem enraizado o conceito "ninguém dá nada a ninguém", fica sempre em modo cauteloso e na dúvida prefiro não arriscar. Mas a verdade é que sempre que arrisco não vejo assim tanta diferença. Depois aparecem estudos como o da Deco, que testa uma série de marcas e percebe que a mais barata até é a melhor, e desce em mim a veia racional e me convence que o preço (seja caro ou barato) não tem de ser critério absoluto de nada, menos ainda o nome da marca ou o local de compra. Engraçado como isto é cada vez mais verdade nos produtos de supermercado (comida, limpeza, higiene, etc) e menos no vestuário. Seja roupa ou sapatos o barato sai caro para quem compra pouco. Para as miúdas já me convenci que não vale (mesmo) a pena investir em roupa do dia-a-dia, que volta todos os dias em estado de guerra. Já ténis/sapatos é outra conversa... se forem muito baratos sobrevivem muito pouco tempo mas também os mais caros acabam por ficar numa lástima, já para não falar da "sincronização" com o crescimento do pé... é estar atenta às promoções e à qualidade dos modelos e apostar ali no intermédio. Já para mim, por um lado acredito que mais vale ter pouco mas bom, mas por outro, como custa tanto comprar o que é realmente bom, acabo por ter quase nada, o que também não funciona! Agora que custa horrores a pessoa gastar dinheiro numa camisola, usar um par de vezes e dar conta que está boa para "andar por casa"... não se aguenta! Enfim... em resumo de conversa, vale a pena apostar na qualidade, independentemente da marca. O segredo está em saber filtrar e eu ainda tenho muito para aprender.

Quanto mais perto...

É sempre assim, tudo o que está mais perto acaba por ser o menos valorizado. Li este artigo sobre os 6 monumentos que marcam a história de Portugal e, curioso, já visitei todos menos 1.
 
#1 Palácio da Pena, em Sintra - já fui várias vezes, com pessoas e contextos diferentes mas sempre com vontade de voltar! Foi o destino escolhido no 3.º aniversário da Constança precisamente por ser um "palácio de princesas" que parece saído de um conto de fadas!

#2 Castelo de Guimarães - visitámos no ano passado, no aniversário do Hugo e foi cidade que adorámos conhecer! Para além do Castelo, que nos faz sentir mesmo no berço de Portugal, toda a cidade está bem arranjada, limpa e cheia de pessoas e sítios simpáticos, incluindo um teleférico que permite uma visão total da cidade verdadeiramente apaixonante!

#3 Castelo de Óbidos - também já visitei mais do que uma vez, incluindo com as filhas no meu aniversário do ano passado. É uma vila pequena mas cheia de encantos, que quis que conhecessem por fazer lembrar as histórias de encantar. Sem dúvida visita a repetir!

#4 Mosteiro de Alcobaça - já visitámos em família alargada e depois só os 4 numa visita à Expo Batalha que fica ali ao lado. Foi dos primeiros passeios com a Carlota já a andar pelo seu próprio pé, de mão dada com a mana, super queridas! Temos de lá voltar, para que apreciem uma das obras arquitectónicas mais emblemáticas do nosso país, já para não falar da ligação histórica ao romance de D. Pedro e D. Inês. Visita obrigatória e a repetir em breve!

#5 Mosteiro da Batalha - conhecemos no mesmo passeio de Alcobaça já que fica no mesmo caminho. Este sim, é de uma imponência impressionante!!! Também ao estilo gótico, não deixa ninguém indiferente. Elas já nem se devem lembrar mas a mim marcou-me de forma muito especial por ver nascer uma ternura que não tem parado de crescer. 


#6 Torre de Belém, em Lisboa - o único que conheço apenas por fora! Precisamente o que fica mais perto mas que dou como garantido, como parte da paisagem. Por estar logo "ali" fica sempre para um depois que teima em não chegar... 

Parabéns comadre e amiga Inês

A minha amiga e comadre Inês faz anos hoje e se há pessoa que merece uma mensagem especial é esta minha amiga, minha companheira nas alegrias e nas tristezas, minha confidente e minha inspiração, minha mana de coração. Com ela tenho aprendido que na vida nos devemos rodear das pessoas que nos fazem bem, que nos trazem boas energias, que nos motivam, que nos animam. Vivemos com as outras, as que não conseguem ser assim, mas temos de manter o entusiasmo e as ondas positivas na mesma, por nós mas, acima de tudo, por elas. Se o conseguirmos, acabamos por ser um farol, um ponto seguro, alguém que ouve e que ajuda mas que não se deixa levar pela névoa do negativo e do pessimismo porque, na verdade, a vida continua e acabamos por perceber que tudo na vida passa, mesmo quando acreditamos que isso é impossível, a verdade é que passa e que o tempo ajuda a curar. O importante é seguir em frente, não ser mesquinho, não levar tudo demasiado a sério, saber rir de si mesma, aproveitar o momento e quem amamos. Tudo o resto acaba por vir, por passar ou por mudar. És não só uma inspiração como um verdadeiro descomplicómetro na minha vida com a tua capacidade de fazer com que tudo pareça simples, rápido e fácil. Somos do mesmo ano, eu uns meses mais velha, mas acredita quando digo: quando for grande quero ser como tu! Parabéns minha amiga do coração!!!

Porque é preciso haver quem faça

Esta semana iniciei, oficialmente, funções enquanto Presidente da Associação de Pais da escola das minhas filhas. No 1.º ano assisti às reuniões de Assembleia Geral, no seguinte fiquei como secretária do Conselho Fiscal e este ano aceitei o desafio de substituir a Presidente que esteve em funções vários anos seguidos e que acabou por conseguir contagiar-me com a vontade de fazer mais e melhor pela escola pública, pela escola que as nossas filhas frequentam. É aquela teoria, que aliás já aqui falei sobre isso, de que podemos não conseguir mudar o mundo mas podemos, pelo menos tentar fazer sempre mais e melhor, sobretudo quando se trata da vida e do crescimento dos filhos. E dito, ou escrito, assim na teoria é muito bonito, soa bem e reconforta a consciência cívica de uma pessoa, mas na prática dá um trabalho e uma canseira que só mesmo experimentando para saber! É voluntariado gratuito, que implica tempo, dedicação, trabalho e uma dose de paciência gigante. Não posso dizer que fui ao engano porque mentiria. Todas as amigas professoras me aconselharam a fazer parte da associação de pais, para me envolver no que pudesse para estar a par da realidade da escola, mas quando lhes disse que ia ficar como presidente o discurso mudou logo. As amigas não professoras então chamaram-me louca! Assumir responsabilidade e acima de tudo dar a cara tem um preço e espera-se que fique sempre para os outros. A questão é que os "outros" não são pessoas diferentes de mim. O "outros" tem de calhar a alguém... Todos temos vidas profissionais e pessoais que é preciso gerir, todos temos filhos pequenos (a frequentar o JI e/ou 1.º ciclo) e por isso a todos sobra pouco tempo para outras coisas, sobra menos ainda paciência. É preciso ter de facto muita vontade, ter muita capacidade de encaixe e muita paciência. Quando se ouvem todas as partes, agrupamento, escola, empresa gestora das actividades, pais, são muitas as opiniões, diferentes os pontos de vista e objectivos. Gerir isso tudo não é fácil, já o sabia antes. Mas experimentar isso na pele é outra conversa. Estar numa associação implica falar por todos, ouvir todos, tentar chegar a todos, o que não é nada fácil porque agradar a todos, todos sabemos que é missão impossível. Mas como disse antes, não fui ao engano. Estava, e estou hoje mais ainda, consciente da responsabilidade que o cargo exige. Da dose de paciência também porque logo na apresentação tive uma amostra do que é preciso aturar neste tipo de posição... todos temos o direito, até o dever, de querer o melhor para os nossos filhos mas fazê-lo sem pensar nos outros, no conjunto, no todo... é puro egoísmo. Deixar uma reunião a meio de uma discussão e não ter a capacidade de ouvir... é só falta de educação. Foi sem dúvida um começo marcante, não pelas melhores razões, mas que só reforçou a minha determinação e entrega a este projecto. Darei a cara, a cabeça e os braços para o que for preciso porque em causa está a escola que as minhas filhas frequentam e irão frequentar nos próximos 5 anos. E 5 anos é muito tempo e é o tempo da infância delas, que quero que seja a melhor possível. Continuo a acreditar que escolhi a melhor escola possível. Continuo convicta que é uma boa escola, com pessoas capazes e com coração dentro. Continuo com a certeza que bom e mau há em todo o lado e que é em casa que a educação se dá. Continuo a esperar que na escola aprendam mas também brinquem, que aprendam a respeitar a diferença e os outros mas que seja, também pelo exemplo, que queiram sempre fazer mais e melhor.

Estamos prontas!

Esta semana arranca o novo ano lectivo, o 2.º ano tanto para a Carlota (JI) como para a Constança (2.º ano). Ao contrário do que esperava, hoje não foi assim tão difícil acordá-las às 7h30. Apesar da mudança de hábitos e do terem de acordar cedo, estavam entusiasmadas com o regresso à escola, super ansiosas para rever as amigas e sobretudo para acompanharem o primo Miguel que este ano se junta à dupla na Quinta da Condessa. Nas férias já tratámos da lista de material da Constança e da bata nova da Carlota, que conseguiu destruir (literalmente) a do ano anterior. Conseguimos despachar as arrumações e a reciclagem do material escolar e ainda ajustar o guarda-roupa para esta nova época escolar em que os ténis são peça fundamental. Pendente fica a lista de material da Carlota, que só teremos no dia de apresentação mas que no mesmo dia conto despachar. Este também vai ser um ano especial para mim, com a responsabilidade de representar a Associação de Pais da escola que, mesmo antes de conhecer por experiência própria, já admirava. Resumindo, estamos prontas para o novo ano, cheias de energias e entusiasmo para abraçar este novo começo! 




Parabéns Sandro!

Este é mais um ano especial com a chegada da Frederica, a mudança para a casa nova, a entrada da Francisca no 1.º ano! É a prova de que a partir dos 40 a vida ganha outra dinâmica!!! Que este novo ano seja o começo de uma nova fase, agora estável e tranquila, para aproveitar ao máximo as 2 filhas lindas e a casa nova que sempre idealizaram. Cá estaremos para aturar as tuas palmadas fortes nas costas e as gargalhadas sonoras mas sinceras a que já nos habituaste! Gostamos de ti assim. Muitos parabéns!!!

Férias Felizes

No ano passado os planos saíram-nos furados e acabámos por ter umas quase não-férias. Já este ano tirámos a barriga da miséria e fizemos tudo, mesmo tudo, o que planeámos fazer e até mais ainda. O que só prova que os planos ajudam mas que também tem de haver espaço para o improviso e até para dias em que simplesmente apetece acordar tarde e nem sair de casa. E em 3 semanas dá para isso tudo. Houve tempo para fim de semana na aldeia, felizmente antes dos incêndios, para aproveitar a visita dos tios e primos que nesta altura se juntam na terra que os viu nascer; voltámos a Lisboa para a Festa da Carlota, que este ano pela 1.ª vez fizemos em casa, com os (poucos) amigos disponíveis mas junto da família que se juntou em peso para os 5 anos da nossa menina; depois foi tempo de preparar o fim de semana às Festas de Viana do Castelo que há 3 anos nos conquistaram o coração. Este ano não contámos com a companhia dos tios Amaro e Ana mas para compensar o mano conseguiu ir e, tal como nós, ficou encantado com esta romaria! É sem dúvida a festa mais autêntica que conheço, cheia de alegria, de espontaneidade, de tradições, de animação e acima de tudo de pessoas simples mas cheias de orgulho na sua terra, nas suas raízes. Conquistam-me mais um bocadinho a cada ano que passa e isso é incrível. Foram 4 dias, com paragem no Porto e estadia em Ponte de Lima mas sempre focados no programa das festas da Sra. da Agonia, para ver o cortejo, a revista dos cabeçudos, a procissão, os tapetes de sal e, para delírio das miúdas, os carroceis! Dias longos e intensos mas que nos deixaram de coração cheio. Se Deus quiser próximo ano lá voltaremos para cumprir a tradição. De regresso a Lisboa souberam bem uns dias para descansar e recuperar das viagens, para organizar o material escolar da Constança, para ir às vacinas com a Carlota e até para despachar a inspecção do carro. Foi uma espécie de "férias das férias" muito úteis para estes assuntos que precisam de ser despachos mas que na rotina do trabalho são sempre difíceis de encaixar. Para o fim guardámos a semana de praia, essa sim de férias no verdadeiro sentido da palavra. Foram muitos km's que percorremos para chegar a La Manga del Mar Menor, em Múrcia, mais precisamente 961 km's em 9h de viagem de carro mas que valeram a pena pela tranquilidade daquele lugar. Praia de um lado, lagoa do outro, apartamento com piscina, temperatura da água acima dos 20 graus e muito pouca gente para atrapalhar. É um local prefeito para quem viaja com crianças, que adoram aquele mar quente e sem ondas, vibram com a piscina e deliram com os passeios à noite para experimentar gelados e idas aos carrinhos de choque e carroceis. Foi uma semana super animada mas ao mesmo tempo super relaxante, sem saber as horas ou o dia certo da semana, deixando o tempo correr ao sabor das disposições. A viagem de regresso custa mais porque o ânimo é outro mas ainda assim correu muito bem, sobretudo porque as nossas meninas continuam a ser viajantes de sonho, sempre com vontade de dormir! Terminámos em beleza com jantar na casa da amiga Inês, numa espécie de despedida de verão. Uma reunião de amigas, de famílias, combinada na véspera, eu com a casa ainda de pantanas, com malas por desfazer mas que preferi dar prioridade por acreditar que na vida são os momentos com quem nos faz feliz que importam! Acabou por ser este o sentimento que resume as férias deste ano. Os destinos ajudaram mas acredito que foi a companhia , as pessoas com quem estivemos, com quem nos cruzámos, que fizeram toda a diferença. Foram 3 semanas de energias positivas, de muitas gargalhadas, de novas aventuras, de muitos momentos que ficam gravados para sempre nos nossos corações. 

Festa da Carlota 





Festa de Oleiros

Lagoa de Albufeira

Porto & Viana & Ponte de Lima









 

La Manga del Mar Menor - Espanha 








Lisboa