Baptizado Frederica

O Baptismo é uma celebração muito especial. Pais, padrinhos, familiares e amigos são convidados a participar na entrada da Frederica na vida cristã. Assumimos todos o compromisso de a ajudar a crescer, de nos mantermos presentes na sua vida e estarmos lá para o que for. Como madrinha recebo esta bênção de coração cheio, ciente da responsabilidade que este compromisso encerra, na certeza de que Deus nos iluminará a todos para que juntos consigamos fazer da Frederica a criança mais amada do mundo! Parabéns meu amor

 

Saber esperar

Há 2 anos que todo o santo sábado fazia a mesma pergunta à Carlota: é hoje que queres ir experimentar a piscina? O Não esteve sempre garantido. Mesmo com a companhia da mana, com os argumentos do passeio e "vai ser divertido", com a chatice de a ter de deixar em casa de alguém... o "não quero" manteve-se firme. No ano passado, antes do verão ainda insistimos, meio contrariada lá se vestiu mas mal molhou os pés e pediu para sair... não insistimos. Deixámos passar o verão e em setembro, voltámos à carga mas mais uma vez sem sucesso. Até que no último sábado, depois da pergunta já em modo "mecânico" e sem qualquer indício de que teria uma nova resposta, o "Sim, quero ir" apareceu! Tive de repetir a pergunta, de um modo mais pormenorizado, para perceber se estava mesmo numa de experimentar a aula ou só de ir ver a aula da Constança. A resposta foi segura: quero ir fazer aula. A surpresa foi tal que preparei o saco sem grande confiança de que fosse mesmo acontecer. Previ uma desistência à última hora ou uma resistência muito curta dentro de água. Felizmente enganei-me! Entrou decidida, conheceu a professora dos Pinguins e quis ficar. Participou, com algumas limitações normais para 1.ª experiência mas a verdade é que se aguentou até quase ao final da aula! A 5 minutos do fim pediu para ir à casa de banho e depois já não quis voltar. Senti que já tinha alcançado o seu grande objectivo, esgotado a sua dose de coragem para aquela 1.ª aula e por isso não insisti, com concordância da professora. que retomasse a aula. Fiquei super orgulhosa por esta superação, por este clique que lhe deu, com insistência mas sem o peso da imposição. Moral da história: uma escolha demorada mas consciente vale muito mais do que uma obrigação imposta. Parabéns Carlota!!! 


Surpresas boas

Na semana passada tive as reuniões de avaliação de 2.º período da Carlota e da Constança. No Jardim de Infância a avaliação é mais um pró forma, e ainda bem, porque há tempo para avaliações mais sérias e a valer para o currículo. Ainda assim é sempre bom saber que a integração na sala está a evoluir bem, que é cumpridora, educada e a superar a timidez da participação em grupo. No recreio e tempos livres a conversa é outra mas fiquei mais descansada por saber que também em contexto de sala começa a sentir-se à vontade e cada vez menos inibida. No dossier também se nota a evolução, tanto no detalhe dos desenhos como no começo dos grafismos. Mas a verdadeira emoção aconteceu na sala da Constança. De facto o 1.º ano tem um encanto especial... o interesse pela escrita já tinha acontecido nas férias de natal mas o verdadeiro clique foi-se dando no decorrer do 2.º período. Em casa fui (e vou) acompanhando a evolução e desenvoltura na leitura mas o brilho nos olhos aconteceu quando vi o caderno da sala, aquele que não vai na mochila para casa mas que é de trabalho da sala de aula. Como se não bastasse o orgulho na evolução visível da caligrafia, da organização e limpeza do caderno e das avaliações de Muito Bom nas áreas chave, fiquei emocionada com os textos de "composição livre"! O do dia do Pai deixou-me de lágrima no olho... pelo texto sem erros, pelo detalhe na descrição, pela intenção mas acima de tudo, pelo amor que transmite. De coração cheio com estas filhas que me fazem sentir a mãe mais feliz do mundo! Parabéns meninas, estão no bom caminho!!!


Parabéns Ana!

Minha querida amiga e cunhada Ana, muitos parabéns! Este ano que passou foi muito especial nas nossas vidas, com tantos momentos importantes que vivemos juntas. Festas de Viana do Castelo, num fim de semana em família super divertido e a repetir sem dúvida! A entrada dos nossos filhos no 1.º ano, que marca uma espécie de viragem na vida deles e nas nossas por arrasto. O baptismo, a pedido expresso do Matias e por isso com um significado ainda mais especial, foi das cerimónias mais bonitas a que já assisti!!! Depois foram os lanches e jantares, passeios e momentos de convívio que fazem parte da nossa rotina, de forma mais ou menos intensa, mas que são essenciais nesta nossa ligação de longa data, que vai para além dos laços familiares e nos mantém a todos em sintonia! Só posso agradecer ter-te nas nossas vidas!!! Como amiga, cunhada e tia tens sido incrível. Que este novo ano que hoje começa te reserve muitos sorrisos, muitas alegrias, muitas surpresas boas!!! Cá estaremos para o que for :)

A nossa Páscoa

Desde sempre que domingo de Páscoa é sinónimo de almoço de família. O sítio varia, em função do estado do tempo, da disponibilidade e das referências de que nos vamos lembrando mas o local é de longe o menos importante. Conta o estarmos juntos, o passeio e o convívio em família. Este ano a mana Andreia ficou de coração partido (e nós também) por ter de colocar a sua função de mãe em 1.º lugar, dadas as obrigações que um jogador federado tem de cumprir. É simplesmente ridículo que se marque um torneio de futsal em pleno fim de semana de Páscoa, nisso todos concordamos, mas se a pessoa se compromete, se faz parte de uma equipa, então tem de cumprir, custe o que custar - aqui também todos estamos de acordo. Mas a ausência da ala Peres Guerreiro foi mesmo a única coisa que falhou nesta Páscoa porque quanto ao resto foi simplesmente perfeito. Saímos com ideia de almoço com vista mar, para os lados de Sintra/Ericeira mas constatámos que não fomos os únicos... pelo trânsito da nacional rapidamente mudámos de planos. Por forças das circunstâncias fomos parar a Mafra, que acabou por ser a melhor das escolhas tanto pelo almoço como pelo passeio. Já não visitávamos o parque ao lado do Convento há uns quantos anos e a verdade é que a ligação à natureza, ao ar puro e ao encanto do campo são maravilhosos. Soube tão, mas tão bem!!! Terminámos o dia no terraço lá de casa, que por mais voltas que se dê acaba por ser o sítio de eleição das miúdas, para depois irmos à missa de Páscoa. Fiquei cheia de orgulho de ver a Constança entrar na igreja e procurar o banco da frente, de ficar a missa toda atenta e a tentar acompanhar cânticos e orações. A Carlota a tentar seguir o exemplo da mana e da prima mas ainda com alguma dificuldade de concentração... o importante é que com maior ou menor sossego, gostam de ir à missa, seguem a educação e o exemplo que também eu tive e desde cedo experimentam a alegria da Ressurreição.









Mesmo longe, estamos sempre juntos :)

Sobre a Festa da Constança

Os preparativos começaram cedo, não pelo tema já que este ano, pela 1.ª vez em 7 anos, coincidiu com o fim de semana da Páscoa. Há muitas e diferentes ideias relacionadas com o tema por essa internet fora, o que nem sempre facilita, mas a verdade é que as escolhas acabaram por resultar por coincidências, pelas disponibilidades de material, mas sobretudo de muita imaginação. 
O briefing da Constança foi simples: festa no terraço (como todos os anos, assim o estado do tempo o permita) com um espectáculo de magia! Até estranhámos porque nunca foi muito dada a palhaços e coisas do género... mas como o pedido se foi mantendo firme, decidimos concretizar este seu pedido. Já tínhamos experiência com a Boneca Karyna por isso essa foi a parte mais simples! Não é propriamente barata mas tendo em conta que não pagamos aluguer de espaço, não implica número mínimo ou máximo de crianças e que garante uma animação memorável... acaba por compensar! Depois foi pensar nos pormenores da festa, desde o convite, à decoração, às lembranças. Requer trabalho de pesquisa, preparação de material, tempo e alguns recursos mas acima de tudo ideias e capacidade de as concretizar. Tenho por isso de agradecer à querida amiga Bela que mais uma vez provou que "quem sabe, sabe". É passar-lhe ideias, atirar-lhe material para as mãos e consegue, literalmente, fazer magia! Digo, e repito aqui, que devia fazer disto vida!!!! Abaixo partilho as ideias e as fotos que resumem o resultado de semanas de preparação. Dá trabalho mas o ar de felicidade da Constança compensou tudo, tudo mesmo!

# O convite - imagem do Pinterest com adaptação minha e da madrinha AM

# O bolo - a avó fez o preferido da Constança (bolo de chocolate) e a Bela juntou o tema aos recursos disponíveis (incluindo peças do conjunto das pinipons da Constança) e fez magia!
 

# A decoração - entre o que já temos guardado de outras festas e ideias improvisadas, só comprei alguns detalhes como o dispensador de sumo e o jarro regador para as flores. Só investimentos úteis.




O pormenor das cascas de ovos cheias com pintarolas fez todo o sucesso! 

# A festa - música, espectáculo de magia, balões e muita, mas muita animação que pôs crianças e adultos a mexer. 





 


 



# As lembranças - não queria oferecer doces ou guloseimas mas pensar numa alternativa, ou melhor duas (casa e escola), não foi nada fácil! Valeu-me a tiger, a Bela e a super avó para uma mini atividade de plantação de cenouras!!! Agora é aguardar que nasçam. 




# Lembranças para a escola - Não sei de onde veio a moda de quem faz anos ainda ter de dar presentes mas há correntes que não vale a pena tentar quebrar... na 4.ª vamos aproveitar o regresso às aulas para cantar os parabéns na sala da Constança, já que a maioria das amigas da turma não conseguiram ir à festa em casa. Vamos oferecer uma cenoura em cartolina com 2 surpresas lá dentro: 1 lápis + 1 enigma (bem difícil por sinal!). 



Obrigada a quem ajudou, a quem não faltou, a quem brincou, a quem aproveitou e a quem connosco entrou no Mundo dos Sonhos da Constança. Este sorriso vale tudo!


Parabéns Constança!

Aprender a ser mãe contigo tem sido a melhor experiência da minha vida. Ensinas-me a ser paciente, a saber ouvir, a sentar para conversar, a entender a tranquilidade como uma enorme virtude, a ser forte e segura de forma natural, a perceber a persistência como uma qualidade essencial. A aura de paz e felicidade que transmites tem sido um bálsamo na minha vida, na vida de todos os que rodeias. São 7 anos de puro amor, de encanto, de alegrias, de descobertas e de novos desafios. 7 anos de uma nova vida muito mais rica!

Tarda, mas não falha!

Prometido é devido! Não foi no dia, como gosto sempre que seja, mas conta na mesma porque resume a passagem dos 3 para os 4 anos do nosso Miguel. É uma das fases mais desafiantes mas também mais giras de acompanhar. Tanto pelas novidades constantes, como pela passagem de bebé a mini pessoa cheia de opinião! Muitos parabéns, mais uma vez, querido Miguel :)

Abençoada herança!

Sempre vivi em Casal de Cambra. Foi o bairro que os meus pais escolheram há mais de 40 anos porque encontraram aí uma vivenda jeitosa e com terreno gigante que lhes permite até hoje ter criação e cultivo para auto sustento. Foi durante muitos anos o "maior bairro clandestino da Europa" porque havia espaço por onde crescer e muita gente trabalhadora, cheia de sonhos e muita vontade de os concretizar, ansiosos por constituir família mas proporcionar-lhe outros confortos, os que lhes foram negados enquanto crianças nas aldeias do Interior, do Alentejo, do Norte e de muitos pontos do país longe da capital e das possibilidades que só aqui existiam. Casal de Cambra foi crescendo fruto de trabalho árduo, a pulso, com calos nas mãos que vinham da agricultura "urbana" e das casas que construíram aos poucos, à medida das possibilidades e do tempo que sobrava dos empregos que lhes garantia o sustento fixo. Foi assim que nasceram os alicerces do que hoje chamo casa.
Recordo uma infância com brincadeiras na rua, a brincar às lojas com caixas da fruta e folhas das árvores a fazer de notas, de bolos feitos com terra molhada, de jogos da macaca e do mata pela noite fora, desenhados no chão da rua onde praticamente não passavam carros. Sempre tivemos galinhas, coelhos, cabras, ovelhas e no inverno porcos para matança por esta altura do ano, antes da chegada do calor (para evitar o mau cheiro) e a todos, (leia-se, a uns mais do que a outros...), era dada a tarefa de os alimentar ou pelo menos ajudar seja com o apanhar das folhas velhas de couve, carregar os cestos de erva, separar e cortar a fruta tocada ou fazer as misturas do milho com os farelos que adorávamos mexer com as mãos.
Tivemos uma infância simples, sem luxos, mas privilegiada tanto no contacto com a natureza como no estilo de vida saudável, seja pelo tipo de brincadeiras, seja pela alimentação que nos foi proporcionada com base em produtos frescos, naturais, variando em função da oferta da época do ano. Ajudámos a semear e a apanhar batatas; foram muitas as apanhas de azeitona no pico do inverno nas férias do Natal; descascámos feijão, pisámos e escolhemos grão; subimos às árvores para apanhar cerejas, figos, maçãs; amassámos pão e filhós para depois ajudar a pôr no forno ou a virar na frigideira; lavámos tripas e enchemos chouriços de todas as qualidades e feitios. Fizemos isto tudo e sobrevivemos. Não deixámos de ser crianças porque ajudávamos nas tarefas dos adultos, pelo contrário! Isso ajudou-nos a crescer a saber fazer um pouco de tudo, a não ter medo de sujar as mãos, a assumir responsabilidades e a cumprir tarefas.
Fazer isto com os nossos filhos parece missão impossível nos tempos de hoje, em que tudo parece ser "perigoso ou arriscado", não vá a menina cortar-se ou cair da árvore! E assim se criam crianças, minhas filhas incluídas, super protegidas a quem se nega uma infância aparentemente simples de mais. O importante parecem ser as idas ao teatro, cinema e workshops, saídas e viagens para conhecerem o mundo, quando na verdade as estamos simplesmente a afastar das suas raízes, da ligação à terra e do que dela provém, do tanto que há para aprender e saber fazer com as mãos livres, longe da televisão e do tablet. Hoje, mais do que nunca, percebo o quanto as vivências e aprendizagens da minha infância e adolescência me ajudaram na minha formação,  no meu espírito de inter-ajuda e na capacidade de saber, ou pelo menos tentar fazer, um pouco de tudo. Já dizia a minha avó: o saber não ocupa lugar! E não podia estar mais certa. Urgente é saber valorizar, ter vontade de aprender e arriscar sujar as mãos.

Isto tudo para dizer que me orgulho da infância que tive, do bairro (agora vila) onde sempre vivi, de tudo o que consegui aprender e fazer graças à passagem de testemunho de geração em geração. Do quanto me impressiona a capacidade que os meus pais tiveram para começar a vida do zero e terem conseguido tudo o que têm unicamente fruto do seu trabalho. Foram anos de esforço, dedicação, sacrifício mas que felizmente lhes continua a dar frutos. Ainda hoje continuam a semear para depois colher, a criar para depois comer e dar de comer. Com uma capacidade excepcional de trabalho, sobretudo da minha mãe que coze pão ao mesmo tempo que faz o almoço para os 15 lá de casa; faz massa de filhós em dose industrial para ter sempre o que oferecer; que faz enchidos a contar com a casa das filhas mais a oferta ao vizinho e aos tios e às amigas. De uma força de trabalho e generosidade em vias de extinção... Obrigada por terem escolhido Casal de Cambra para viver, perto da capital onde estudámos e trabalhamos, mas longe o suficiente para ter condições de manter hábitos e tradições de uma vida no campo. Abençoada herança!

Este fim de semana foi a da matança do porco, 
com direito a fritada como recompensa aos ajudantes ;) 
Nota: na foto só aparece o marido mas foi pura coincidência porque para estas lides a família é toda convocada 😅💪🏻