Festas de aniversário

Cada vez que levo as miúdas a uma festa de aniversário naqueles sítios de insufláveis, piscina de bolas e afins saio de lá mais convicta: não gosto daquilo. Parece uma mini fábrica de produção de brincadeiras, com os miúdos todos à mistura, com os pais do lado de fora das redes, só barulho, gritos e confusão. Ah! E cheiro a cholé também! Não gosto. Acho que não é uma festa personalizada,  com espaço para quem faz anos aproveitar a companhia dos seus convidados. Parece mais cada um por si, a fazer o que bem entende, aos saltos, gritos, a correr e por acaso, no meio de tudo, lá esbarram com o aniversariante. Não gosto. Enquanto for eu a escolher, prefiro a confusão cá em casa, os brinquedos espalhados, o sobe e desce nas escadas, as conversas cruzadas, as vozes sobrepostas, o som dos risos e da confusão que deixa espaço para saberem com quem brincaram, para aprenderem a partilhar, a saber esperar a sua vez de jogar ou de andar de bicicleta. Prefiro os parabéns calorosos de pequenos e graúdos, todos misturados; do soprar das velas mil vezes, uns a seguir aos outros; do distribuir fatias de bolo até doer a mão; do fim da festa com os do costume, a descontrair e a pensar como vou despachar as sobras. Dá trabalho, custa dinheiro, deixa a casa num caos - sim tudo verdade. Mas continua a fazer muito mais sentido para mim e para os meus. 

P.S. Claro que as minhas filhas adoram festas no Bubbles e afins! Mas, e por enquanto, a Constança concorda comigo - para a festa dos outros tudo bem, para a minha... Prefiro em casa!

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