O meu pai faz 66 anos hoje. Ele é do tempo em que o dia de nascimento não tinha de ser o dia do registo, por isso oficialmente só faz anos na próxima semana, no mesmo dia do Hugo (mais uma coincidência boa na minha vida!). O meu pai é do tempo em que não existia a etiqueta de "famílias numerosas" porque o normal era ter muitos filhos, e não o contrário, num tempo em que ser o primogénito significava ser o "chefe de família" na ausência do pai. Com o peso da responsabilidade, do exemplo, do dever, do orgulho que representava e ainda hoje representa. O meu pai é do tempo em que o Serviço Militar era obrigatório e fez parte de um dos muitos contingentes com missão de "paz" em África. Tem muitas históricas para contar desse tempo, que guarda como um "teve de ser", felizmente sem trauma de maior pela sorte que o serviço à padaria lhe conferiu. Apesar do tempo de serviço, nunca chegou a aprimorar os seus dotes culinários... acabou por ser "...
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