Furar ou não furar?

A Constança tem 5 anos e a Carlota 3 e ainda não têm as orelhas furadas. Ver bebés de brincos é coisa que não gosto. Acho que não há mesmo necessidade de começar a usar brincos tão cedo, só com o argumento que assim custa-lhes menos. Eu cá não concordo - custa o mesmo, a diferença é que ainda não falam, só choraram ou berram... é certo que lá em casa a minha mãe furou as orelhas de todas ainda bebés e com método tradicional: com uma agulha aquecida! Nem eu nem as minhas irmãs nos lembramos do dia, por sermos ainda bebés de colo, mas conta a minha mãe que chorámos. Que o 2.º furo nunca era no mesmo dia porque perdia a coragem depois do 1.º. Também diz que não se arrepende e que gostava muito de nos ver de brincos - que ainda guardo religiosamente com o maior carinho. Sei que na altura era um esforço que os meus pais faziam, que os enchia de orgulho. Respeito isso, mas não quero seguir esta tradição em concreto. Quando as minhas filhas me pedirem, pedirem muito, e eu sentir que querem mesmo e que vão aguentar fazer o 2.º furo, aí tudo bem. Nessa altura vou gostar de vê-las de brincos, nada muito pesado, mas com um bolinha ou uma estrela, qualquer coisa bonita mas discreta, que acima de tudo as deixe feliz, com ar de meninas crescidas. 
A minha afilhada Francisca pediu como presente de aniversário para os 7 anos e, apesar do ar de sofrimento, consegue perceber-se que esta foi a altura certa. Crescida o suficiente para perceber as implicações das suas escolhas e arcar com as consequências.



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