Quem sai aos seus...

Todos os anos vamos à Feira do Livro em família. Elas vão crescendo e as tradições começam a ganhar peso e outro sentido, quando são elas que insistem na visita e que aguardam pelo momento com enorme entusiasmo! Este gosto por livros, pela leitura e pela escrita tem crescido com as duas e espero que se mantenha pela vida fora. 
Os livros são portas para o mundo, são fonte de conhecimento, de aprendizagem, de treino, de partilha. As leituras que fazemos em conjunto são momentos deliciosos, que acredito que ficarão gravados para sempre nas suas memórias de infância e uma verdadeira semente que espero que reguem, que cuidem, que alimentem e que façam nascer e crescer. 
O gosto por folhear um livro, o cheiro de um livro, a curiosidade crescente ao longo de uma história desconhecida ou a antecipação de um trecho que já se conhece de cor é algo simplesmente fantástico! O conforto de um livro numa viagem solitária, a possibilidade de entrar noutras histórias, noutros mundos, noutras vidas através da escrita de alguém. A leitura fluída que prende a cada palavra. As personagens que se constroem na nossa imaginação e que nos acompanham pelas diferentes aventuras e desventuras. Este gosto, este interesse, esta curiosidade tem crescido de forma natural, estimulada mas não imposta, antes algo que aprenderam a valorizar, que estimam e que percebem que é especial. 

Recentemente lemos o livro "A Menina do Mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen, já de forma partilhada, com a Constança super entusiasmada por ler páginas inteiras com um ritmo e entoação de pessoa crescida e com a Carlota a conseguir escutar em silêncio, ávida pela continuação da história noite após noite. A partilha simples de uma história simples mas tão cheia de conquistas, de entrega, de amor. O poder de um livro na palma das mãos.





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