A família Portugal no Agora Nós da RTP1


A família Portugal esteve no programa de ontem da RTP1. O motivo? Têm 7 filhos e mais 1 a caminho! Nos tempos de hoje é quase um insólito. Eu conheço-os desde miúda, dos tempos do coro e tenho acompanhado o crescimento exponencial desta família e o engraçado é ver a alegria com que recebem a notícia de uma nova gravidez! Concordando-se ou não com esta escolha de vida, há que admirar a coragem, a energia mas sobretudo a fé. Confiar que tudo vai correr bem, conseguir gerir 7 (a caminho das 8) personalidades diferentes, em fases diferentes, com diferentes necessidades parece-me missão sobre-humana... Eu só tenho 2 e já acho difícil por isso nem imagino a logística da coisa... acredito que se vai ganhando a coragem e a determinação necessárias porque, como em tudo na vida, quando tem de ser é e acabou. É lidar com o presente e gerir o dia-a-dia. É inclusive o "segredo" que contam nesta entrevista. E se há coisa que aprendi na vida é a não subestimar a capacidade que o ser humano tem em adaptar-se às situações. Só que no meu caso esta não é a minha opção de vida. Sempre quis ter filhos, sonhei com uma família mas a minha fasquia mais elevada termina nos 3 filhos. Tenho a felicidade de ter duas meninas e já me queixo o suficiente para não ter vontade de repetir a experiência... Não falo só do cansaço físico e psicológico mas sobretudo da capacidade, ou da falta dela, para ter tempo para elas, de ter tempo com elas. Já para não falar da questão financeira... acredito que Deus providencia, claro que sendo necessário tudo se arranja e ajusta, basta pensar na geração dos meus pais com 9 e 7 irmãos cada. Mas não podemos esquecer os sacrifícios associados... O afecto, a atenção, o acompanhamento, as oportunidades não são as mesmas quando se passa de 1 para 2, quanto mais de 2 para 3 e assim sucessivamente. Tem mesmo de ser uma opção de vida, um caminho em que se acredita com toda a fé que Deus providencia hoje e no futuro. Eu não duvido que sim. Simplesmente essa não é a minha escolha de vida. E não me acho melhor ou pior do que a Sandra e o Pedro! São caminhos diferentes, ambos legítimos, ambos crentes nos valores da fé e da família. E em resumo, é só isso que importa. 

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